Anna e o beijo francês, por Stephanie Perkins

IMG_6424

Ganhei esse livro de presente de aniversário ano passado e, apesar de ter ouvido boas críticas dele desde sempre, fui deixando de lado e dando preferência para os outros não lidos ocupando minha estante. A pergunta é: porquê? PORQUÊ?

O livro conta a história da Anna (♥), uma moça dos EUA que é obrigada pelo pai a ir concluir o Ensino Médio na França, em Paris. Lá, ela faz amigos e se apaixona.
A história do livro é basicamente essa.

Mas não é.

IMG_6429

Nesse livro, a autora juntou aquela fórmula cliché mas que sempre dá certo: a menina linda e meio bobinha que encontra o rapaz perfeito (sério mesmo), daí eles começam a se conhecer, mas os dois já são comprometidos e tem várias coisas que os impedem de continuar. E o final feliz meio óbvio no final.
Daí você me pergunta: “então porque você gostou tanto assim do livro, se é tão cliché?”
Resposta: o cliché não é importante, porque as histórias sempre se repetem. O que importa é a forma que esse cliché é contado. E, olha, a Stephanie Perkins encontrou um jeito totalmente fascinante!
Ela conta a história com situações diferentes e únicas, com uma linguagem simples, engraçada e debochada (na visão da Anna), e com todo o charme que uma história em Paris têm direito.

É fascinante por se passar em Paris, pela descrição da cidade, o cotidiano, por ser o último ano do ensino médio, pela escola, os amigos, e a forma como o romance surge. Fascinante pelas situações bem-amorzinho que eu nunca tinha lido em outro livro antes e que me fizeram suspirar infinitamente. O ponto alto desse livro é justamente o romance. Eu passei o livro inteiro sentindo aquele sentimento bobo de estar apaixonada e não saber se é correspondida, de ficar prestando atenção nos mínimos detalhes, de se surpreender com um “bom dia” ou um sorriso… Porque é isso que a Anna sente.  E é um sentimento tão bom! O surpreendente esconde em si um milhão de infinitos e possibilidades.

IMG_6434 IMG_6437 IMG_6433

Prestem atenção: eu estou aqui, fazendo um esforço realmente grande pra não sair colocando um milhões de corações nesse post e dizendo repetidamente palavras do tipo “amor” “perfeito” “lindo” “aaaaai!!!!” “morri” “infartei” e tal. Estou tentando ser uma garota racional.
É só que…
Esse é o livro mais amor que eu já li na minha vida inteira.
Quero casar com ele. Viver com ele. Agarrar pra sempre e nunca mais soltar!
É simples: já tem quase duas semanas que terminei de lê-lo e ainda não superei. Preciso de mais Anna e o beijo francês na minha vida!

Perdi a conta de quantas vezes meu coração bateu mais forte, gritei, chorei, ri, e tive aquele sentimento de “oh meu Deus, vou ter um ataque cardíaco aqui e agora!”. Fazia tempo que um livro não me fazia tão feliz e me fazia surtar tanto. Surpreendeu totalmente todas as minhas expectativas!

E com relação ao livro por si só: a capa me incomodou um pouco (não gosto muito de capas com “rostos”), e encontrei alguns errinhos de tradução. Além disso, as folhas são brancas, a margem e o espaçamento são bons e a fonte de cada início de capítulo e topo/rodapé da página é linda!

IMG_6380
IMG_6381IMG_6386?????IMG_6393IMG_6394

E é isso, pessoal!
Espero que tenham gostado. Espero que leiam, também!
Esse livro é muito amor e mal posso esperar para lê-lo novamente.

Ah! Tem dois tipos de fotos diferentes porque as primeiras eu tirei no meu quarto e as últimas tirei num dia de sol e piscina maravilhoso.

Até mais!

{♥}

Anúncios

Filmografia: antes de partir e até que a sorte nos separe 2!

IMG_3780Olá, pessoal! Mais filmes!
O primeiro assisti por indicação do meu bem (e depois ganhei o filme no ano novo! Melhor presente!), e o segundo assisti ontem, nos cinemas. :)

1. Antes de partir (2007):

Como acontece sempre que gosto muito de algo, não sei bem como falar desse filme. A história é simples: dois amigos improváveis e opostos (Carter e Edward Cole) são unidos pelo câncer e descobrem que só lhes resta 6 meses de vida. Então, eles fazem uma lista de coisas para fazer antes de morrer (literalmente) e viajam o mundo numa aventura.
O que me fez gostar desse filme não foi a história por si. Foram todas as sutilezas. Os detalhes… Foi um filme que não me deixou triste, mas me fez pensar e me fez sorrir. Ele aborda a relação pai-filha, esposo-esposa, fala sobre fé, sobre felicidade, e convida a olhar para trás e perguntar o que realmente de bom fizemos durante a nossa vida. Mas o que realmente mais me encantou é que o filme tem uma pequena conotação religiosa que, quando eu prestei atenção e entendi, me fez chorar ao final. Filme mui lindo!

Minha classificação: 4,5/5 estrelas (E esse eu já tenho na minha coleção! ♥)

2. Até que a sorte nos separe 2 (2014):

No primeiro filme, a história fala sobre Tino e Jane, milionários que perdem todo o seu dinheiro. No segundo filme, a história é parecida… Mas ainda melhor! Assisti esse filme nos cinemas e duas coisas me impressionaram:
1 – A quantidade de coisas que acontece no filme de forma conexa e genial (incluíndo a máfia mexicana, gogo boys, o grand canyon e o Anderson Silva!);
2 – … e tudo isso de uma forma absurda de tão engraçada.
Não é um filme com uma história impressionante. É um filme para rir, e rir até a barriga doer! Mais do que valeu a pena o ingresso no cinema. :)

p.s.: A Danielle Winits, que fez a Jane no primeiro filme, foi substituída nesse filme pela Camila Morgado porque ela está gravando a novela das 9 e não pôde ser liberada para o filme. No início, dá um “nó” no cérebro comparando as duas, mas depois acostuma! Confesso que preferia a Danielle, mas a Camila Morgado ficou bem parecidinha e também ficou ótima como Jane. :)

Minha classificação: 4/5 estrelas!

O príncipe da névoa, por Carlos Ruiz Zafón

C4Quando vi esse livro numa prateleira da Leitura e vi o nome do autor, sabia que tinha que comprá-lo e lê-lo. Quem me conhece sabe que eu sou uma fã de carteirinha do sempre genial Carlos Ruiz Zafón e o recomendo pra quase todo mundo que me pede indicações de livros. É um clichê muito certo: “Zafón é sempre uma boa pedida”.
O caso é: pensei que era um novo livro dele, mas acabei descobrindo que foi o primeiro livro que ele escreveu e isso me deixou ainda mais curiosa.

Sinopse:
“A nova casa dos Carver é cercada por mistério. Ela ainda respira o espírito de Jacob, filho dos ex-proprietários, que se afogou. As estranhas circunstâncias de sua morte só começam a se esclarecer com o aparecimento de um personagem do mal – o Príncipe da Névoa, capaz de conceder qualquer desejo de uma pessoa, a um alto preço.”

c1 Quando li a sinopse, sorri comigo e percebi que quase todos os livros do Zafón seguem essa linha de algo ou alguém poderoso demais que começa a causar problemas por aí. Mas, bem longe de me desanimar, quis ainda mais ler o livro porque sei que todos os outros dele conseguiram me surpreender positivamente. E esse não foi uma exceção!

O livro é contado por Max, um garoto de 14 anos, que passa a querer saber mais sobre todas essas coisas estranhas acontecendo ao seu redor.
“Como assim tem um ~cemitério~ com palhaços fantasmas e esquisitos no quintal da minha casa?”
E aí acontece aquilo que me faz ter raiva de todos os filmes/livros de terror ou com coisas estranhas assim: o protagonista vê algo bizarro ou perigoso > ao invés de correr absurdamente até o cobertor mais próximo e não sair de lá nunca mais (que é o que eu faria), ele pega uma lanterna e vai atrás para saber mais > as coisas pioram e lascou-se tudo.

As situações vão aparecendo uma a uma e a história vai ganhando um tom sombrio e misterioso enquanto a figura do Príncipe da Névoa vai sendo contada e o pequeno Max vai descobrindo e correndo atrás de seus segredos. Palhaços de pedra, círculos, emblemas, navios submersos, e a triste história de um menino que morreu afogado.

C2

Acho que a única coisa que eu realmente posso falar sobre esse livro é que ele é tenso, apesar de vários momentos leves e bonitos que aparecem. O mais fantástico dos livros do Zafón é exatamente isso: quando você começa a pensar que está entendendo ou descobrindo alguma coisa, ele puxa o tapete dos seus pés, te dá uma rasteira e você fica “mas o quê?????”. O final do livro me deixou impressionada e me surpreendeu bastante.

– Vá para o inferno — disse, mal contendo a raiva.
– Minha cara menina, é de lá que venho — replicou Cain.

Gostei dos personagens. Gostei de Max, que não esconde seus medos e ainda os enfrenta. Gostei de Alicia, que se mostrou corajosa e sábia. Gostei de Roland. Oh, Roland!c3

Mas apesar disso, algo que me incomodou no livro foi o ritmo de tempo. No começo do livro as coisas acontecem rápido demais, depois lentas demais e tornam a ficar rápidas demais ao final. Também, talvez por ser o primeiro livro do Zafón, consigo perceber a diferença desse livro para os outros dele na forma de escrever e na maturidade. Para alguém que ainda não conhece o autor, provavelmente esse não seria o primeiro livro dele que eu recomendaria.

De qualquer forma, eu gostei do livro. É daqueles curtinhos pra ler em um ou dois dias e não desgrudar até o fim. A leitura é rápida e fácil – simples!
Com relação ao livro por si: as páginas são brancas, bom espaçamento e fonte e boa divisão de capítulos. A estética do livro também me agradou, mas impliquei um pouco com a capa. :p

Minha nota: 3/5 estrelas.

E é isso, pessoal!
E vocês? Já leram esse livro? Conhecem o autor?

Obrigada por tudo, sempre!

As crônicas de Nárnia, por C.S. Lewis

Marcadinho pelo tempo, feito de gato e sapato, mas é daqueles de cabeceira mesmo. ♥

Marcadinho pelo tempo, feito de gato e sapato, mas é daqueles de cabeceira mesmo. ❤

Demorei cerca de… Bom, cinco anos e um mês para ler esse livro.

Cinco anos atrás eu tentei começar a lê-lo, abandonei. Peguei para lê-lo novamente esse último mês (junto com os outros 10 que eu tenho que ler para a faculdade) e só tive vontade de me bater por não ter lido antes!

Quero começar a falar desse livro com uma música bem bobinha que mamãe canta para mim desde que eu era pequena: “O bem vence o mal, espanta o temporal! Azul, amarelo, tudo é muito belo…” porque, na verdade, Nárnia é assim – mas de uma forma muito melhor.

É complicado falar de Nárnia porque ele é um daqueles livros que você não pode dizer que é ruim – você simplesmente não pode. Mas ele é infinitamente lindo de formas diferentes para cada pessoa. Eu posso falar das inúmeras aventuras, da história de Nárnia, de Aslam, dos Grandes Reis e Rainhas da Era de Ouro (ou dos simples Pevensie), de Caspian e posso falar do quão profundamente esse livro me fez viajar e me fez ficar o mês inteiro olhando no fundo dos guarda-roupas aqui de casa. Posso falar, mas não vou.

Eu quero falar do significado que Nárnia teve PARA MIM.
C.S. Lewis foi um membro da igreja anglicana e era um teólogo, e acredito que todo autor passa um pouco de si para os livros que escreve. As crônicas de Nárnia é um livro cristão e além de fazer referências, “reconta” histórias bíblicas (com mitologia grega, com história, com fantasia…). Eu sou cristã e, provavelmente, esse é o maior motivo desse livro ter me tocado tanto. As aventuras de Nárnia são descritas de forma grandiosa, com detalhes, e com aquele tom quase infantil e esperto que se tem quando se fala com crianças, mas pensar em Aslam é o que me fascina… Me fascina a forma com que as coisas são feitas, porque mostra um “Deus” que não é apenas amor! Deus é amor, sim, mas Ele é Justiça acima de tudo. É lindo, realmente lindo, ler a história de meninos com anéis, cavalos, príncipes fugitivos, lugares no submundo e, finalmente, o Grande Leão que está sempre olhando, que tem o tempo certo para tudo. Mesmo sem entender, mesmo sem querer. É algo que não sei explicar direito… É realmente pessoal e único.

Mas não me entenda errado – é um livro fascinante para todos. É exatamente o que eu disse: Nárnia é especial porque nos leva a um mundo novo de forma que poucos livros conseguem, mas cada um tem seu sentimento próprio – assim como em todo livro! Apesar de tudo, gosto de pensar que Nárnia me leva até o mais longe que posso chegar.

P.S.: C.S. Lewis era cristão, virou ateu (convicto, durante um tempo), voltou a ser cristão. Algumas fontes dizem que Lewis escreveu Nárnia como uma forma de mostrar às crianças a história da vida de Cristo e outros dizem que não foi assim, apesar das claras influências cristãs. Seja lá o que for, é maravilhoso.

14

Com relação ao livro por si só: a letra é um pouco pequena, mas nada que incomode. Em cada início de livro há um desenho principal sobre a história e um mapa de onde ela se passa e, no início de cada capítulo, há um desenho pequeno. As páginas são brancas.
São 7 livros organizados por ordem cronológica.

12

13

Resumindo tudo.

Resumindo tudo!

Obrigada por tudo, pessoal, sempre!