A moreninha, por Joaquim Manuel de Macedo

m1Olá, pessoal!

Andei lendo bastante ultimamente (voltando com os antigos hábitos <3). Sei que prometi que o próximo livro que iria resenhar aqui seria “Não sou esse tipo de garota”, da Siobhan Vivian, mas não me aguentei depois de terminar de ler “A moreninha” e tive que vir aqui falar um pouco dele.

A moreninha é um romance do período do Romantismo brasileiro, escrito pelo Joaquim Manuel de Macedo. Peguei esse livro emprestado com uma amiga minha (obrigada, Milla!), mas enrolei um tempão para ler porque apesar de amar a literatura brasileira, confesso que tenho um pouco de preguiça por causa da linguagem pouco usual (sim, prefiro os livros antigos!).
Bom, me rendi e cá estou.

Esse livro conta a história de Augusto e D. Carolina. A história começa com Augusto e mais três amigos que vão para uma espécie de “casa de praia” e, lá, conhecem várias moças – inclusive a nossa moreninha, D. Carolina.m2

O livro me surpreendeu por tem uma linguagem leve e engraçada, apesar de rebuscada, e por não ser maçante e cansativo (como vários livros antigos são, pelo menos até a história começar a prender). Os personagens são geniais porque são um tanto inovadores para sua época: D. Carolina é esperta, travessa, nem tão mocinha como deveria e tem um humor um tanto cínico demais. Augusto, longe de ser o futuro marido perfeito, é o clássico cafajeste-sem-vergonha – e se orgulha disso! Mas é também um rapaz inteligente e misterioso. Gosto de histórias em que os personagens são surpreendentes e encantadores de alguma forma inusitada.
m3

Eu gostei tanto desse livro! Gostei da sensibilidade dele e dos personagens numa época em que as mulheres eram projetos-de-esposas e serviam apenas para isso. Acho engraçado uma frase do livro onde a moça pergunta “É possível ter felicidade no amor e no casamento?” e o rapaz responde que sim… Como se dissesse que o casamento pode ser sim mais do que uma obrigação da mulher perante à sociedade. É curioso perceber quão diferente as coisas eram naquele tempo.
Ao mesmo tempo, é lindo ver o respeito que os homens tinham com as moças – sempre eram chamadas de dona, senhora, donzela ou moça. Nesse quesito, 1840 já pode voltar!

Mas o que realmente tenho para dizer sobre esse livro é que ele me deixou feliz. E feliz daquele jeito que te deixa sorrindo boba o resto do dia e da semana. Porque, sinceramente? Os segredos do coração são sempre os mais poderosos. O amor e o mistério nunca saem de moda!

m6m7Minha classificação: 3/5 estrelas.

E é isso, pessoal!
Algum de vocês já leu esse livro? Gostaram?

Obrigada por tudo, sempre.

{♥}

 

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