{9-12/52} La bella vita

Olá, pessoal! Como vocês estão?
Eu sei, eu sei. Estou há quatro semanas atrasadas com o projeto 52 weeks MAS tenho uma boa notícia e uma boa desculpa:
1. A boa notícia é que não parei de fotografar durante as últimas semanas, apesar de ter fotografado menos;
2. E a boa desculpa é que as aulas na faculdade voltaram e a UnB andou me consumindo tanto nos últimos dias que só agora pude vir aqui atualizar esse projeto.

Ainda assim, espero que gostem das fotos! :)

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{9/52} “Mantenha a calma e sonhe/continue sonhando!” (tradução livre)
Semana pré volta as aulas na faculdade.
Acho que essa foto representa um pouco do meu humor (totalmente ansiosa e animada) depois de um semestre parada!

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10/52} Acampamento!
Feriado de Carnaval, fui à um acampamento com a minha igreja e toda a Juventude Batista Regional. Foi sinceramente e absolutamente maravilhoso! Estar um pouco mais perto de Deus é sempre uma boa ideia. :)

IMG_8847{11/52} Doçura! 
Essa semana foi marcada por: volta às aulas definitivas na UnB, promoção na Americanas onde você compra 3 barras de chocolate por R$ 10,00 e pela maior felicidade: encontrei uma caneca de sopa totalmente branca para vender (essa aí da foto)!
Fazia tempos que procurava uma caneca grandona dessas só para poder rabiscar com canetas permanentes e finalmente encontrei. Radiante!
Por isso, a foto representa a semana por ser doce… Uma doce semana. (♥)

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{12/52} Futuro. 
A última semana foi de planejamentos. Ao acaso, encontrei essa pasta transparente aqui em casa com um bocado de papéis e um livrinho escrito “meus sonhos” no final da capa. E faz muito sentido, já que o tempo é de mudança: na faculdade, na igreja, na casa, na vida pessoal, nos projetos futuros e até nos sonhos.
Como representar melhor?

E é isso, pessoal!

Espero que tenham gostado.
A foto dessa semana virá logo depois aqui!

Obrigada por tudo, sempre.

{♥}

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Quais são os tipos de câmera?

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Olá, pessoal!
Hoje em dia existem vários tipos de câmeras diferentes e eu vim falar um pouquinho mais sobre elas.
Basicamente, existem as câmeras analógicas, as digitais, e as outras. São elas:

Câmeras analógicas

São as mais antigas e as primeiras a serem comercializadas. São as câmeras que usam rolos de filme.
A câmera analógica faz um processo físico e químico para bater e revelar a foto. Numa superfície sensível a luz, gravam-se os fótons (daí o nome foto-grafia). Para revelar, usa-se produtos que são responsáveis por reações químicas que vão “fixar” os contrastes no filme. A partir daí surge o negativo. A partir do negativo, podemos revelar e copiar as fotos.
Aliás, a revelação de fotos analógicas também passa por um processo químico. Antigamente, quem fazia isso eram os Laboratoristas.

Exemplos de câmeras analógicas: Diana mini, Holga 120N, Lomo LC-A, Canon AE1, Leica M9, a Zenit 122, a Yashica Electro 35, polaroids, la sardinia.
Exemplo de fotógrafos que usam câmeras analógicas: Maru e Jane.

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♥ Câmeras digitais

São as câmeras que gravam imagens de forma eletrônica e não mais através de processos químicos (como era antigamente com as analógicas). São as câmeras mais vendidas hoje!
Não há um consenso geral sobre os tipos de câmeras digitais, mas geralmente há três divisões: câmeras compactas, câmeras semi profissionais e câmeras profissionais.

1. Câmeras compactas:
São câmeras pequenas (daí o nome), leves, acessíveis e que tem a lente não removível.
Temos as ultracompactas, que tem a lente interna, não possuem zoom óptico e não possuem ajustes manuais – ou seja, a câmera define tudo por você.
Depois, há as compactas, que já têm a lente externa (mas fixa), zoom óptico e algumas têm a opção manual.
Por último, as compactas avançadas (ou super zoom), que se diferem porque o zoom já tem um alcance maior e há mais liberdade em fotografar manualmente.

Exemplos de câmeras compactas: sony cyber-shot, canon power shot, nikon coolpix.

2. Câmeras intermediárias:
São câmeras mais pesadas, mais caras, e com maior controle manual. Permitem maior qualidade de imagem, são mais rápidas e têm a lente removível. O sensor é bem maior do que o de uma câmera compacta, há a opção de fotografar em RAW e as fotos têm menos ruído e mais cor.
Há as câmeras de entrada, que são chamadas assim por serem as câmeras mais acessíveis e as que iniciam quem quer entrar no mundo da fotografia.
Depois, temos as câmeras semiprofissionais, que são diferentes das câmeras de entrada porque tem o sensor maior, são mais resistentes, têm valores de iso bem maiores também, bateria mais duradoura… Entre outros.

Exemplos de câmeras de entrada: Canon EOS Rebel T3 (a minha!), Nikon D3100.
Exemplos de câmeras semiprofissionais: Nikon D7000, Canon 60D.

3. Câmeras profissionais:
Câmeras pesadas, caras, resistentes, com o maior sensor disponível hoje (full frame) e com ótima qualidade de imagem.
Possuem valores de iso muito elevados (e fotos com quase nenhum ruído), bateria com duração muito maior e total controle manual da imagem.

Exemplos de câmeras profissionais: Canon EOS 5D Mark III, Canon EOS 1D – X, Nikon D4S, Nikon D4.

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♥ Outros tipos de câmeras:

Depois de todos esses, ainda existem vários tipos de câmeras!
Há as câmeras de celular, as câmeras instantâneas, as câmeras descartáveis… Uma para cada situação, cada momento, cada tipo de foto!

E é isso, pessoal.
Espero que tenham entendido e eu possa ter ajudado um pouco! :)

Mas lembrando, novamente: o que faz a foto é o fotógrafo. A câmera é meramente um equipamento, por isso não se prendam tanto a isso e apenas procurem melhorar sempre!

Até mais e obrigada por tudo, sempre!

Como funcionam os direitos autorais na fotografia?

IMG_7289Olá, pessoal!
Toda arte e qualquer coisa que seja produzida veio da inspiração e da mente de alguém – o autor. O que várias pessoas esquecem é que essa obra produzida tem inúmeros direitos assegurados. Isso é um tanto óbvio quando se fala de livros ou filmes, por exemplo, mas quando se fala de fotografia as coisas se complicam (por pura falta de conhecimento).

Há uma lei brasileira (lei de n° 9.610, de 1998) que regulamenta a questão dos direitos autorais de obras produzidas. No artigo 7 há uma série de incisos falando sobre o que é considerado obra intelectual e, dentre eles:

VII – as obras fotográficas e as produzidas por qualquer processo análogo ao da fotografia;

Ou seja: 2222
E quando se fala “… e as produzidas por qualquer processo análogo ao da fotografia”, significa dizer que está tudo incluso: fotos em DSLRs, câmeras instantâneas, foto de celular, foto de câmera descartável, foto de tablet… Todas essas.
Sua foto não precisa ser “bonita” (conceito relativo), não precisa ter vindo de uma boa câmera ou qualquer outra coisa – a lei assegura os direitos autorais por qualquer tipo de foto.

Esses direitos são chamados de Direitos Morais.
Assim sendo, precisamos entender quais são. 111

I – O de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra;
II – O de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra; 
III – O de conservar a obra inédita;
IV – O de assegurar a integridade da obra, opondo-se a quaisquer modificações ou à prática de atos que, de qualquer forma, possam prejudicá-la ou atingi-lo, como autor, em sua reputação ou honra;
V – O de modificar a obra, antes ou depois de utilizada;
VI – O de retirar de circulação a obra ou de suspender qualquer forma de utilização já autorizada, quando a circulação ou utilização implicarem afronta à sua reputação e imagem;
VII – O de ter acesso a exemplar único e raro da obra, quando se encontre legitimamente em poder de outrem, para o fim de, por meio de processo fotográfico ou assemelhado, ou audiovisual, preservar sua memória, de forma que cause o menor inconveniente possível a seu detentor, que, em todo caso, será indenizado de qualquer dando ou prejuízo que lhe seja causado.
§ 1º Por morte do autor, transmitem-se a seus sucessores os direitos a que se referem os incisos I a IV.
§ 2º Compete ao Estado a defesa da integridade e autoria da obra caída em domínio público.
§ 3º Nos casos dos incisos V e VI, ressalvam-se as prévias indenizações a terceiros, quando couberem.
Art. 27. Os direitos morais do autor são inalienáveis e irrenunciáveis.

Ou seja: a coisa toda é muito mais séria do que se imagina.
Isso significa dizer, de uma forma mais simples, que esses direitos são seus mesmo que você não os queira. E também quer dizer que qualquer pessoa que usar uma foto sua é obrigada a respeitar esses direitos.
O principal e mais básico de todos eles é o II (em negrito): créditos na foto. SEMPRE.
Conheço muitos fotógrafos que usam marcas d’água nas suas fotos  por puro medo de que alguém  “roube”, coloque-as em algum lugar sem dar os créditos, mude a autoria da foto… Eu mesma usava marca d’água até pouco tempo. Esse medo é real e essas coisas acontecem, mas o triste é que nós nos protegemos de algo que, na verdade, já nos é garantido. Mais do que ser uma lei, prestigiar a obra de um fotógrafo é também sinal de respeito.

Outra coisa importante é que esses direitos estão sujeitos a provas. Se alguém questionar a autoria de uma foto, o autor deve ter meios para comprovar: por exemplo, as informações contidas no cartão de memória, a publicação dessa imagem em redes sociais do autor, o conhecimento de testemunhas, dentre outros.

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Nessa mesma lei, no artigo 29, fala sobre os direitos de uso (ou Direito Patrimonial).
O artigo 29 fala que qualquer tipo de utilização da obra depende da autorização prévia e expressa do autor.

Se você já trabalha profissionalmente com a fotografia e vai “vender” uma foto para um cliente, você vende apenas os direitos de uso. A foto ainda é sua, a autoria e os direitos da foto são seus e isso não muda nunca! E mesmo que tal pessoa esteja com os direitos de uso de qualquer foto sua, ainda assim essa pessoa tem obrigação de respeitar os seus direitos mencionados ali em cima – inclusive dos créditos da imagem e nome do autor. E, para garantir que tudo seja feito da melhor forma possível, todos esses direitos de uso têm de estar especificados num contrato: quanto tempo a pessoa poderá usar a foto, aonde ela vai usar, como vai usar.

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Outra coisa importante são os Direitos de Imagem.
Cada pessoa tem o seu direito de imagem. É o que garante que ninguém pode simplesmente tirar uma foto minha e me expor por aí em qualquer lugar sem que eu saiba.
Se você fotografa uma pessoa e quer usar essa imagem publicamente, a pessoa fotografada tem que conceder a Licença de Uso de Imagem dela. Assim acontece também quando você fotografa símbolos ou imagens famosas (por exemplo, o logo do McDonald’s).

Claro que “na vida real” essas coisas são mais complicadas de serem seguidas à risca, mas conhecer nossos direitos (e deveres) é o ponto de partida de tudo.
Por isso, não tenham medo de “brigar” quando encontrarem alguma foto de vocês por aí sem os devidos créditos. Esse é um direito garantido por lei – mas é também algo que deveria partir da consciência de cada um, como forma de respeito ao autor da foto.

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P.S.: Esse post foi feito baseado nesse artigo do Dicas de Fotografia e na Lei n° 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

Até mais, pessoal!