As crônicas de Nárnia, por C.S. Lewis

Marcadinho pelo tempo, feito de gato e sapato, mas é daqueles de cabeceira mesmo. ♥

Marcadinho pelo tempo, feito de gato e sapato, mas é daqueles de cabeceira mesmo. ❤

Demorei cerca de… Bom, cinco anos e um mês para ler esse livro.

Cinco anos atrás eu tentei começar a lê-lo, abandonei. Peguei para lê-lo novamente esse último mês (junto com os outros 10 que eu tenho que ler para a faculdade) e só tive vontade de me bater por não ter lido antes!

Quero começar a falar desse livro com uma música bem bobinha que mamãe canta para mim desde que eu era pequena: “O bem vence o mal, espanta o temporal! Azul, amarelo, tudo é muito belo…” porque, na verdade, Nárnia é assim – mas de uma forma muito melhor.

É complicado falar de Nárnia porque ele é um daqueles livros que você não pode dizer que é ruim – você simplesmente não pode. Mas ele é infinitamente lindo de formas diferentes para cada pessoa. Eu posso falar das inúmeras aventuras, da história de Nárnia, de Aslam, dos Grandes Reis e Rainhas da Era de Ouro (ou dos simples Pevensie), de Caspian e posso falar do quão profundamente esse livro me fez viajar e me fez ficar o mês inteiro olhando no fundo dos guarda-roupas aqui de casa. Posso falar, mas não vou.

Eu quero falar do significado que Nárnia teve PARA MIM.
C.S. Lewis foi um membro da igreja anglicana e era um teólogo, e acredito que todo autor passa um pouco de si para os livros que escreve. As crônicas de Nárnia é um livro cristão e além de fazer referências, “reconta” histórias bíblicas (com mitologia grega, com história, com fantasia…). Eu sou cristã e, provavelmente, esse é o maior motivo desse livro ter me tocado tanto. As aventuras de Nárnia são descritas de forma grandiosa, com detalhes, e com aquele tom quase infantil e esperto que se tem quando se fala com crianças, mas pensar em Aslam é o que me fascina… Me fascina a forma com que as coisas são feitas, porque mostra um “Deus” que não é apenas amor! Deus é amor, sim, mas Ele é Justiça acima de tudo. É lindo, realmente lindo, ler a história de meninos com anéis, cavalos, príncipes fugitivos, lugares no submundo e, finalmente, o Grande Leão que está sempre olhando, que tem o tempo certo para tudo. Mesmo sem entender, mesmo sem querer. É algo que não sei explicar direito… É realmente pessoal e único.

Mas não me entenda errado – é um livro fascinante para todos. É exatamente o que eu disse: Nárnia é especial porque nos leva a um mundo novo de forma que poucos livros conseguem, mas cada um tem seu sentimento próprio – assim como em todo livro! Apesar de tudo, gosto de pensar que Nárnia me leva até o mais longe que posso chegar.

P.S.: C.S. Lewis era cristão, virou ateu (convicto, durante um tempo), voltou a ser cristão. Algumas fontes dizem que Lewis escreveu Nárnia como uma forma de mostrar às crianças a história da vida de Cristo e outros dizem que não foi assim, apesar das claras influências cristãs. Seja lá o que for, é maravilhoso.

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Com relação ao livro por si só: a letra é um pouco pequena, mas nada que incomode. Em cada início de livro há um desenho principal sobre a história e um mapa de onde ela se passa e, no início de cada capítulo, há um desenho pequeno. As páginas são brancas.
São 7 livros organizados por ordem cronológica.

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Resumindo tudo.

Resumindo tudo!

Obrigada por tudo, pessoal, sempre!

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