DIY: Como fazer uma memory jar

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Olá, pessoal! =]

Olá, 2016! Pode ser cliché tudo o que sempre dizemos no início de cada ano, mas o sentimento de renovação e de que tudo é possível é verdadeiro. Isso de que tudo de ruim ficou pra trás e que esse será o ano de nossas vidas, cheio de alegrias, sonhos, metas realizadas. E é tão bonito! O primeiro passo para que todas essas coisas se realizem talvez seja começar cultivando a gratidão, desde as pequenas coisas. Essa é a ideia da memory jar: um potinho de memórias felizes durante todo o ano.

Esse DIY é bem simples, foi como fiz a minha. :)

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Você precisa de: um potinho de vidro, esmalte, reforço adesivo de fichário e uma fita (opcional).

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Esse é o reforço adesivo para fichários. Lembra deles? Usávamos ao redor dos buraquinhos de papel, para que não rasgassem. É um pouquinho difícil de achar, mas esse eu comprei na loja virtual da Staples.

1. A primeira coisa a fazer é limpar o potinho de vidro, pro adesivo e esmalte aderirem bem. Depois, é só colar no potinho, espalhado!

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2. Eu usei o esmalte dourado com o rosa com brilhinhos em cima. Mas você pode usar o que preferir! Um esmalte só, duas cores diferentes, três, totalmente colorido, com brilhos, sem brilhos… Como a sua imaginação preferir! :)

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3. Depois, pintar com o esmalte dentro das bolinhas.
Eu passei três camadas do dourado e uma do rosa, deixando secar por dez minutos entre elas.

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No final, espere secar vinte minutos-meia hora e retire os adesivos!
Você pode amarrar uma fita em cima, decorar a tampa, fazer uma tag pendurada… {♥}

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Até mais, pessoal!

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Feliz ano novo!

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Olá, pessoal!

Ontem eu abri, finalmente, minha memory jar. Sentimento maravilhoso esse de relembrar algumas coisas que eu tinha esquecido, rir com outras e reler naqueles papéiszinhos momentos lindos e que, definitivamente, fizeram 2015 ser um ano lindo. Politicamente caótico, todo bagunçado, mas lindo (pra mim!). 2016 será ainda mais e eu farei a memory jar novamente. :)

Esse ano farei o projeto 365 fotos por dia também e, na verdade, serão 366! A última foto é a primeira desse ano (e estou apaixonada por ela ♥).

124[1/366] Memory jar

Feliz ano novo!

Até mais. =]

 

 

Minhas músicas preferidas dos Beatles

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Algo que eu acho lindo nos Beatles é que eles sempre tem alguma música que sirva pra todos os momentos. Tem música pop, música modinha, música dançante, música de um e dez minutos, música feliz, música triste, músicas profundas, outras superficiais, rock, rock psicodélico, country, músicas que contam histórias, músicas que fizeram história…
Quem me conhece sabe da minha paixão por eles.
Pensando nisso, resolvi fazer uma lista com as minhas 10 preferidas de todas! Claro, foi muito muito difícil mas acho que cheguei no meu melhor resultado. :)

10. JULIA

Julia, Julia. Ocean child, calls me… So I sing a song of love, Julia.”

Ser “Anna Júlia” e saber que os Beatles compuseram uma música chamada “Anna” (aqui!) E outra chamada “Julia” é uma das coisas felizes da minha vida! ♥ (Sem contar os Los Hermanos, mas aí são outras histórias)
E “Julia” é tão bonita. Tão doce. Como uma canção de ninar…
Foi escrita pelo John, enquanto eles estavam na Índia, para a mãe dele. Apesar disso, algumas frases falam sobre a Yoko Ono… Uma canção de tributo e amor. Há algumas frases de poemas indianos na letra, também! Não podia deixar de ser uma das minhas preferidas.

9. PLEASE MR. POSTMAN

Eu cresci com um pouquinho de tudo o que há de maravilhoso no mundo musical: cantigas antigas, Legião Urbana, Logos, Cassiane, Carlinhos Felix, Belchior, rock e baladinhas dos anos 70, meus pais dançando na cozinha e… Beatles! E, deles, essa era a música que meus pais mais cantavam pra mim.
Nunca me esqueço do dia em que estava ouvindo Beatles (ainda não conhecia muito) e descobri essa música! Vai ter pra sempre aquele sentimento bom de infância.

8. YOU NEVER GIVE ME YOUR MONEY + GOLDEN SLUMBERS + CARRY THAT WEIGHT + THE END + HER MAJESTY

“And in the end the love you take is equal to the love you make.” 

Eu sei, aqui são cinco e não uma música. Mas há três ótimos motivos pra isso:
1) Todas são do álbum Abbey Road,
2) Elas geralmente vêm juntas mesmo (como um medley!) – até mesmo nos show que o Paul faz até hoje, elas são tocadas ao final, juntinhas e
3) São todas lindas e eu não podia de colocá-las aqui e se eu colocasse uma por uma não caberia na lista. Hahaha

Delas, Golden Slumbers e The End são minhas preferidas! Her Majesty é uma gracinha também, bem curtinha. The End tem uma das frases mais lindas que conheço (aquela ali em cima!).

7. HEY JUDE

… Porque um dos sentimentos (e momentos!) mais lindos que me lembro de já ter tido foi estar em pé naquele show, no meio de uma multidão, fechar os olhos durante essa música e absorver tudo isso.
Clássica, maravilhosa, não poderia faltar. “Then you begin to make it better, better, better…” <3

6. DEAR PRUDENCE

The clouds will be a daisy chain, so let me see you smile again. Dear Prudence… Won’t you let me see you smile?”

Queridinha de tudo!

5. SOMETHING

Essa música pra mim é bem como o amor é: você não sabe direito o que é ou como acontece mas está lá e é… algo. Algo no sorriso do outro, nas suas palavras, no seu jeito, em suas expressões. É bonito, forte e tão simples! E principalmente: mesmo que não saiba definir, você sente e tem a necessidade de descrever e expressar.
Me encanta!

4. THE LONG AND WINDING ROAD

“And still they lead me back to the long winding road… You left me standing here a long, long time ago. Don’t leave me waiting here… Lead me to your door.”

De todas as músicas dos Beatles, essa é a mais triste pra mim.
Pensar sobre a letra dessa música parte meu coração. Mas é tão, tão bonita!

3. HELTER SKELTER

Melhor. Música.
(Pesquisem a história por trás dela, também!)

2. ELEANOR RIGBY

Essa música é única. Conta duas histórias, faz duas perguntas e correria o risco de ser piegas de tão profunda que é, mas é só profunda mesmo. “Ah, look at all the lonely people…”

1.SHE’S LEAVING HOME

Como eu não sei descrever o que essa música significa pra mim, concentrarei tudo aqui: ♥.

P.s.: melhor música dos Beatles. Melhor inclusive do que Within You Without You. E do que qualquer outra!

Outras coisas:
1. A número 8, na verdade, ficou bem empatadinha com Things We Said Today.
Me, I’m just the lucky kind. Love to hear you say that love is love! And though we may be blind, love is here to stay and that’s enough!”
2. Um ótimo canal para ouvir músicas dos Beatles no Youtube é esse. Tem todas as músicas, separadinhas por álbum.
3. O melhor cover do mundo da melhor música do mundo é esse!
4. Farei outra lista em breve com toooodas as músicas que eu gosto separadas por “temas”. :)

E é isso!
Até mais, pessoal!

Sobre entrevistas de emprego e testes de direção

yup
(Essas são as memórias recentes de uma garota que nunca tinha passado por uma entrevista de emprego e que fez sua primeira prova prática (de direção) da vida. O texto vai ficar longo, mas queria compartilhar isso aqui. Quem sabe eu não ajudo mais alguém que ainda não passou por isso também?)


Estava marcado para as 14h e eu cheguei 14:06 – culpa do meu pai que me atrasou. Nervosa, vermelha, ansiosa, tremendo e sem ter a mínima ideia de como as coisas seriam. Parada no saguão da empresa com uma blusa mais ou menos social, cabelo arrumadinho, pouca maquiagem e segurando minha bolsa com as duas mãos.  Como se comportar numa entrevista de emprego, se nunca tive uma para saber? Seria uma pessoa me entrevistando? Duas? TRÊS? Iam perguntar sobre a minha vida ou sobre o futuro emprego? Haveria algum teste?

Estava marcado para as 11h e cheguei 9:30 – só pra garantir. Fila gigantesca, sol forte e um garoto que começou a puxar assunto comigo: era o segundo teste de direção dele e ele me disse que o segredo é ficar calma que tudo ia dar certo. Inclusive, ele não tinha passado no primeiro justamente pelo nervosismo (e porque tinha bebido na noite anterior..) Certo, ok. E se o instrutor for grosso? Vou ficar mais nervosa e não vou conseguir dirigir direito. E se ele for chato? E se me perguntar coisas demais ou tentar me desconcentrar de propósito? Já ouvi tantas coisas sobre esses examinadores. Eu simplesmente não sei lidar com isso.

Duas mulheres loiras e sorridentes se aproximaram e me chamaram. Despertei do transe momentâneo e pensei rapidinho: “Como elas sabem que sou eu? Poderia ser qualquer um aqui para a entrevista de emprego”, mas depois concluí que talvez fosse a minha cara de totalmente-não-sei-como-agir-excessivamente-séria ou o fato de que eu era a única em pé ali e com um copinho de água na mão.
Entramos numa sala separada e nos sentamos. “Qual o seu nome? Idade? Aspiração profissional?” E me disseram qual era o tipo de emprego e o que eu deveria fazer caso conseguisse a vaga. “Certo”, respondi. Tentei sorrir e uma das entrevistadoras sorriu de volta.

Deu a hora. Os examinadores saíram das suas salas e começaram a se dirigir para os carros dos alunos que seriam testados. Vi dois examinadores se aproximando – um homem e uma mulher – e vi a mulher falar: “ali, o QQ vermelho da Chery” e o homem balançou a cabeça concordando. Os dois estavam sorrindo.
“Céus, já estão pensando em como vão me reprovar?” Você sabe que não se deve confiar em todo mundo que sorri pra você, certo? Sorrisos podem enganar. “Mas talvez não. Tenho que ficar calma. Postura, garota. Você treinou para isso, oras!”

“Você já trabalhou antes?” Não, foi a minha resposta (a verdade). Certo, acabou, ponto final! Quem vai querer contratar alguém que nunca trabalhou na vida e não tem experiência nem no balcão da padaria da esquina, que seja?
“Certo. Tudo bem, Anna, mas agora me conte um pouco mais sobre você… em inglês. Se você for contratada, você precisará falar inglês integralmente aqui nessa instituição e eu preciso conhecer um pouco da sua pronúncia e fluência e saber se você é apta ou não. Pode ser?” Pode sim, respondi. Sorri.

“Anna Júlia… Ok, vamos começar. Pode ligar o carro e sair aqui à sua esquerda naquele portão em frente.”
“Anna, primeira à sua direita. – Agora, próximo retorno. – Anna, aponte pra mim por favor onde está o pisca-alerta e depois abaixe e levante o para-sol. – Próximo estacionamento, Anna.”
Está tudo bem. É apenas uma questão de concentração e calma.

Está tudo bem. É apenas uma questão de concentração e calma.

Ai meu Deus. O carro passou pelo quebra-mola e ficou “tremendo” depois que eu mudei pra segunda.
Ele me mandou ultrapassar. Será que eu estou lenta demais e ele não vê desenvolvimento em mim?
Garagem. “Anna, você tem três tentativas de cinco minutos cada. Cada marcha ré engatada é contada como uma tentativa.” Engatei marcha a ré e fiz todo o procedimento rapidinho, certo e de primeira.
“Eita, show. Tudo certo, bora voltar, primeira saída à direita.”
O instrutor me elogiou! Elogiou! Estou indo bem! Ok, vamos sair com o carro e…
Deixei o carro morrer.
“Não pode nem elogiar, né?”

Uma professora do Ensino Médio me veio na mente com uma de suas frases preferidas, de uma música chamada Serra do Luar: “É tudo uma questão de manter: a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo.”

A entrevistadora me elogiou e disse que meu inglês era muito bom e que ela percebeu que eu estava apta a conversar fluentemente. Acalmei um pouco e ela continuou a sorrir. Continuou conversando e me passou uma série de regras e coisas que eu deveria saber.
Ambas apertaram minha mão. “Entraremos em contato se você for selecionada, Anna, porque ainda temos algumas entrevistas para fazer. Boa tarde.”

Chegamos de volta na garagem do DETRAN. “Anna, para o carro aqui atrás desse gol branco.” Assim o fiz.
“Fácil demais, né? Acho que vou falar com o povo lá pra dificultar essa prova…” E o instrutor sorriu. Ele está brincando comigo ou o quê?
“Ok, Anna… O resultado sai segunda feira a partir das três horas da tarde. Boa sorte!” E saíram os dois.

“Não passei na entrevista, certeza. Elas notaram que eu estava nervosa. Eu sou inexperiente. Eu acho que errei a pronúncia de um dos verbos que falei em inglês.”

“Não passei na prova prática, certeza. Deixei o carro morrer uma vez. Soltei a embreagem rápido demais e o carro ficou tremendo depois do quebra mola. Quem mandou fazer só as vinte aulas obrigatórias, Anna Júlia? Devia ter feito mais. Vou ter de voltar para as aulas práticas de novo…”

Dia da entrevista, três horas depois: “Anna? Aqui é a coordenadora. Estou ligando para dizer que você foi selecionada e já começa amanhã. Pode ser? (…)”

Dois dias e 17 horas depois do dia da prova prática: “Alô, mãe? Tô no intervalo do trabalho. O quê? EU PASSEI? Você quer dizer passar, do tipo, PASSAR? APROVADA? (…)”

♥♥♥


E o que eu aprendi da minha primeira entrevista de emprego e da minha primeira (e única!) prova de direção é: calma é realmente um troço importante. Não é algo que falam que você tem que ter apenas da boca pra fora.
Sorrisos são essenciais. Atenção também.

Mas o que eu mais aprendi mesmo foi que: ninguém é um robô (sério). São pessoas – seres humanos lidando com seres humanos. A imagem que eu tinha era de pessoas totalmente frias e calculistas fazendo seu trabalho milimetricamente perfeito sem dó nem piedade, treinados para acabar com a mínima possibilidade de erro. Não é assim. No final, lembrei de algo que meu pai me dizia e eu não acreditava muito (mas que se provou verdade):

“Filha, quando você está frente à várias pessoas ou em algum momento importante, lembre-se: ninguém quer ver a coisa dar errado. Se você for dar uma palestra, por exemplo, ninguém quer ver você gaguejar e perder a fala, porque isso significa que elas também vão sair perdendo. Entenda: Você quer dar uma boa palestra e elas querem ouvir uma boa palestra, aprender mais e aproveitar o tempo delas ali. Então não se preocupe… Estão sempre torcendo a seu favor.”

E é isso!
Até mais, pessoal. :)

 

 

Eu não mereço ser estuprada!

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“Feminismo é a noção radical de que mulheres são pessoas.”


#EuNãoMereçoSerEstuprada – Entre aqui para entender melhor

Olá, pessoal!
O post de hoje é sobre algo sério e um pouco diferente do que costumo falar aqui, mas que é também uma necessidade e também é um grito.

Para quem não viu, uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) sobre o comportamento da população em relação ao estupro registrou:
“Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas.” – 65% dos entrevistados concordaram, total ou parcialmente.
“Se as mulheres soubessem se comportar haveria menos estupros.” – 58,5% concordaram, total ou parcialmente.

O que é obviamente algo terrível e que não me deixa escolha a não ser continuar lutando – por mim, por elas, pelas outras e por nós. Li em alguns lugares que a pesquisa foi tendenciosa, com dados errados, mas a verdade é que isso não muda nada pra mim. Os fatos (uma mulher sendo violentada a cada DOZE SEGUNDOS no Brasil) não me deixam mentir.
O estupro (e ele não se resume ao ato sexual sozinho) é uma coisa tão nojenta, tão baixa e ninguém deveria ser obrigada a conviver com isso de forma alguma. É a mulher como objeto – posso usá-la quando quiser, posso tocá-la, posso agarrá-la a força, posso bater nela. NÃO.

Ser feminista é minha obrigação como cidadã, como um ser humano e como mulher.

É levantar a bandeira de que:
NÃO, nenhuma mulher está pedindo;
NÃO, a saia curta dela não te dá o direito a nada;
NÃO, cantadas não são legais;
NÃO, a culpa nunca é da mulher (e isso é simplesmente tão óbvio!) e, por último,

SIM, eu mereço ser respeitada.

Por isso, esse post é pra avisar sobre um movimento que acontecerá amanhã, organizado pelo facebook, chamado Eu Não Mereço Ser Estuprada e ocorrerá durante todo o dia.
É o seguinte: mulheres (e homens que quiserem) tirem uma foto segurando uma placa/papel escrito “#EuNãoMereçoSerEstuprada” e compartilhem nas redes sociais. Quanto mais, melhor!
Com roupa, sem roupa, nua da cintura para cima, de burca – o que seja-: o importante é divulgar e tirar a foto com essa frase, para que mais pessoas vejam.

As pessoas têm de saber que os 35% são mais fortes e, unidos, vão mais longe.

Por isso, repetindo:
Domingo, 30 de março de 2014
Durante todo o dia
Em todo o Brasil
Foto com cartaz/placa/papel escrito #EuNãoMereçoSerEstuprada

E o movimento não se restringe à mulheres! Homens, participem também! :)

A luta é de todxs nós, afinal.

E é isso!
Divulguem para o máximo de pessoas, pessoal!

Até mais.

Editado: Minha foto
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Pequenos prazeres numa segunda feira pela manhã

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São eles:

Ser segunda feira mas ter aula só às 10h da manhã e não precisar acordar (tão) cedo;
Sair na rua tomando o iogurt do café da manhã;
Uma senhora, na parada, perguntando sobre uma linha e se despedindo com um: “Até e obrigada, minha linda! Que Deus te abençoe!”;
Motorista, cobrador e moço respondendo (e sorrindo) ao meu “bom dia”;
Sol fraquinho batendo no livro, dentro do ônibus;
Ouvir música dentro do ônibus;
Menina sentada ao meu lado, meio “emburrada” e com uma blusa de caveiras, mas com uma bolsa de flores;
Passar pela esplanada e ver a bandeira do Brasil trêmula entre o “H” do Congresso Nacional;
Uma moça que puxou a cadeira e me ajudou quando cheguei atrasada na sala, mesmo sem me conhecer (♥);
O bigode grisalho do professor;
O professor gentil que: 1. escaneou todos os textos que teremos no semestre; 2. digitalizou-os; 3. gravou num cd; 4. entregou um cd para cada aluno na turma. (Mais amor do que isso?)
No ônibus cheio, uma moça flor que se oferece pra segurar sua bolsa <3;
Chegar em casa, na hora do almoço, cansada e feliz!

Hoje foi a volta às aulas na UnB. Mais um semestre começando! Todas essas coisas aí em cima aconteceram essa manhã.
Sei que é segunda pela manhã são mesmo os dias mais complicados da semana, mas sempre tento ver as coisas de outra perspectiva. Acabo sempre percebendo que, afinal, existem um monte de pequenos prazeres escondidos nos mínimos detalhes que as vezes a gente ignora por, sei lá, puro mau humor!
Mas hoje foi um dia tão empolgante (voltar pra faculdade depois de um semestre parada) que resolvi compartilhá-lo aqui.

Até mais, pessoal, e obrigada por tudo! Sempre.

{♥}

Doando sangue!

IMG_20140117_174404Essa foto eu postei no meu instagram! :)

Oi, pessoal!
Nessa semana realizei algo que queria fazer há muito tempo: doar sangue. Eu fiquei absolutamente tão feliz quando saí do hemocentro, no final! Sabe aquela sensação boa de saber que você acabou de ajudar mais alguém? ♥
Quando cheguei em casa depois de doar sangue, fui tirar a foto do dia e o tema era “pequeno”. Eu gosto quando minhas fotos contam histórias sobre o meu dia a dia, sobre como me sinto… Então pensei: “pequeno”… furo! A foto acabou sendo essa. Algumas pessoas vieram me perguntar como tinha sido, se a agulha era muito grossa, se passei mal depois… Por isso achei uma boa ideia vir aqui e falar sobre como foi a minha experiência. Espero que possa ajudar mais alguém (:

Vou falar especificamente sobre a Fundação Hemocentro de Brasília, que foi onde doei.
Bom, para doar sangue há alguns requisitos básicos: dormir ao menos 6 horas (com qualidade) na noite anterior, não comer frituras com no mínimo 3 horas de antecedência, estar bem alimentado, entre outras coisas. (Você pode ver todas elas aqui!)
Doei sangue dia 17, mas foi planejado. Então, dormi bem durante a noite, comi apenas coisas leves e fui!

São 6 etapas até a doação:

1. Identificação.
No balcão principal, onde você apresenta sua identidade (importante não esquecer!) e se identifica. Lá eles perguntam se a doação é voluntária ou se você quer que seu sangue vá para alguém específico que está internado.

2. Pré-triagem.
Depois da identificação, essa etapa é para ver as condições físicas gerais do doador. Eles medem a pressão arterial, peso, altura e também coletam um pouco de sangue na ponta do seu dedo: esse sangue é analisado na mesma hora para detectar anemia.

3. Pré-lanche.
Feito a pré-triagem, você vai para a sala de espera e é orientado a beber no mínimo 3 copos de água e fazer um lanche. No meu lanche recebi um suco pequeno de caixinha, rapadura e biscoitos maizena. Esse lanche serve para dar mais energia ao doador.

4. Triagem clínica.
É chamada também de entrevista. Depois que você faz o lanche, você entra numa sala com um profissional de saúde e ele começa a te fazer várias perguntas sobre seu estado de saúde, alimentação, hábitos e outros. É extremamente importante ser totalmente sincero e honesto nessa entrevista, porque o seu sangue irá para outras pessoas e é preciso garantir a segurança e qualidade dele, não é?
Se todas as perguntas forem satisfatórias, você assina um caderno e depois confirma que o seu sangue é seguro para ser doado para outras pessoas.

5. Coleta!
A sala de coleta é uma sala separada com várias macas. Você se deita e apresenta sua identidade novamente.
O processo todo é muito parecido com quando tiramos sangue normalmente, exceto pelo fato de que na doação de sangue não estamos sentados e sim deitados.
O enfermeiro prendeu meu braço com um elástico (porque precisa fazer pressão para o sangue sair mais facilmente) e me deu uma bolinha para que eu ficasse apertando.
Depois, passou um líquido e um gel no meu braço várias vezes. Como o gel é geladinho, isso diminuiu a sensibilidade no braço.
Sobre a agulha e o furo: não é muito grossa e não dói. Juro! Claro que a agulha é um pouco mais grossa do que uma normal, mas nada muito maior. É bem rapidinho e você mal sente.
Por fim, o enfermeiro coleta de 400 a 490 ml do seu sangue e te faz várias recomendações para as próximas 24 horas. No meu caso, doei 470 ml na coleta + 30 ml na pré-triagem, o que significa que tiraram de mim mais ou menos uma garrafinha de água de sangue! hahahahahaha

6. Lanche.
Terminada a doação, é obrigatório você fazer um lanche ao final e permanecer lá por pelo menos 10/15 minutos. O lanche é um sanduíche, um iogurt, uma maçã e um suco. O motivo do lanche e da permanência serem obrigatórios é que, após a doação, você fica bem fraquinho e pode até desmaiar/dar tonteiras e, se isso acontecer lá você já é socorrido na mesma hora. E também porque precisa “repor” com alimentos o que perdeu!
Várias pessoas desobedecem essa regra e simplesmente vão embora, o que é errado. Inclusive, se alguma dessas pessoas desmaiar ou passar mal na rua, o hemocentro é responsável de ir lá buscar e cuidar dessa pessoa. O que custa ficar mais 10 minutos, não é? (:

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Este é o roteiro de doação e foi assim que aconteceu comigo. Tudo demorou pouco mais de uma hora, mas no dia que fui estava vazio. Dica: programe-se para ir em dias mais “calmos” e vazios também!

Acho que o maior “problema” de doar sangue é o depois e não o durante. Depois (ao menos comigo) a veia onde você tira o sangue fica doendo por um tempo e fica bem sensível, além do que você passa quase o resto do dia inteiro meio “zumbi”: cansada, mole, com sono. Eu me considero uma pessoa forte (nunca desmaiei na vida, por exemplo), e fiquei assim… Por isso é importante seguir as recomendações e dormir bem após a doação, tomar bastante água e se alimentar bem.

Agora, vou te dar algumas razões pra você ir doar sangue:

♥ Você pode salvar a vida de alguém. É um ato simplesmente tão bonito e altruísta.
♥ Mais do que salvar a vida de alguém que precisa de sangue imediato, seu sangue pode ir até para quatro pessoas. Os componentes do sangue (plasma, hemácia e plaquetas) que contém no sangue que você doar são fracionados e distribuidos de acordo com a necessidade do paciente que irá receber ;)
♥ Você não precisa trabalhar no dia que doar sangue.
♥ Se você for prestar concurso público e tiver doado sangue, fica isento da taxa de inscrição!
♥ É de graça!
♥ Você pode zoar seu amigo medroso e dizer que é mais corajoso do que ele. ;) {especialmente pra Kamilla-amorzinho!}
♥ Especificamente em Brasília, você nem precisa se preocupar em como chegar lá: basta ir até a rodoviária do plano e esperar o ônibus do hemocentro que aparece lá a cada dez minutos. Ele te leva e traz de graça para o hemocentro. (:
♥ Você, além de doar, ainda faz um check up completo: um tempo depois de doar, chega na sua casa um boletim com o resultado do exame do seu sangue. :)
♥ Para os mais jovens, há algumas vantagens. O hemocentro te convida para campeonatos de futebol, programas, ingressos de cinema e outros eventos com outros jovens doadores. Tudo para incentivar mais jovens a doar e recompensá-los de alguma forma.

Antes de doar, procure o site do hemocentro do seu estado e olhe as informações nele. É muito importante se informar antes de ir!
O site da Fundação Hemocentro de Brasília é esse.

E é isso!
Espero que eu tenha ajudado alguém que talvez tenha vontade de doar e não sabe como.

Meu próximo desejo agora é ser doadora de medula óssea. Espero poder fazer isso logo e vir aqui contar a experiência também! (:

Até e obrigada por tudo, pessoal, sempre!