Feliz ano novo!

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Olá, pessoal!

Ontem eu abri, finalmente, minha memory jar. Sentimento maravilhoso esse de relembrar algumas coisas que eu tinha esquecido, rir com outras e reler naqueles papéiszinhos momentos lindos e que, definitivamente, fizeram 2015 ser um ano lindo. Politicamente caótico, todo bagunçado, mas lindo (pra mim!). 2016 será ainda mais e eu farei a memory jar novamente. :)

Esse ano farei o projeto 365 fotos por dia também e, na verdade, serão 366! A última foto é a primeira desse ano (e estou apaixonada por ela ♥).

124[1/366] Memory jar

Feliz ano novo!

Até mais. =]

 

 

Como é o curso de Relações Internacionais?

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Há duas formas de falar sobre esse curso: a versão curta ou a longa. A longa é todas as coisas que vou escrever aqui embaixo.
Já a curta é a minha resposta de sempre quando me perguntam o que eu estudo: eu estudo o curso mais lindo do mundo. Relações Internacionais é o curso mais lindo do mundo.

Relações Internacionais (R.I. ou Rel) é um curso relativamente novo. O primeiro do Brasil foi na UnB, em 1974, e ainda é desconhecido por muita gente. Falando de forma simples, relações internacionais é um curso que estuda o mundo interligado e as relações entre povos, países, empresas, indivíduos e outros no sistema internacional. Estuda as mudanças globais mais diversas (políticas, climáticas, ameaças transnacionais como terrorismo, comunicação, educação, direitos humanos, segurança internacional, comércio) e como elas afetam e transformam todo o mundo.

Acho que a melhor forma de explicar é através de perguntas. Consigo dividir melhor em tópicos e falar tudo direitinho!

1. Como o curso surgiu?

Há uma “data de nascimento” das relações internacionais: 1648, com a Paz de Westphalia. Há a consolidação desse campo de estudo no mundo: 1914, Primeira Guerra Mundial.
Tudo aconteceu com uma sequência de eventos: a partir da Primeira Guerra Mundial, a visão de mundo se transforma definitivamente e se amplia. Surge a necessidade de estudar a relação entre os países de forma mais profunda e, principalmente, encontrar uma forma de proteger o mundo de novas guerras. Cria-se a Liga das Nações. Vem a Segunda Guerra e, com ela, nazismo, fascismo, holocausto, genocídio e uma destruição ainda maior. Cria-se a ONU e a interdependência entre os Estados cresce ainda mais como nunca antes. O socialismo que apresentou-se ao mundo com a Rússia, no final da primeira guerra, transforma-se na Guerra Fria. Anos depois, o capitalismo vencedor acelera o consumo, desenvolve tecnologia e nos traz a globalização.
A partir da globalização e de todas as suas conexões, oras, estamos todos lado a lado. Claro que já haviam muitos estudiosos das antigas relações internacionais (Tucídides, lá em 431 a.c., teria sido o primeiro) mas o campo de estudo como o conhecemos hoje surge nesse contexto. :)

2. Qual a motivação pra estudar R.I.?

Lembro que no primeiro dia de aula do primeiro semestre, cada um se apresentou aos professores e aos outros colegas de turma e a maioria dos professores nos perguntou “Por que você decidiu fazer Rel?”. As respostas mais comuns foram:
1) Porque eu amo estudar línguas estrangeiras e tenho facilidade com elas
2) Porque eu quero a diplomacia
3) Porque eu amo história, política e acho que esse seria um bom curso pra mim
4) Porque é um curso daora, curso do momento (juro, um rapaz da minha sala falou isso no primeiro dia. Odiei de cara mas, surpreendentemente, hoje ele é um dos meus melhores amigos. hahahahaha)

Dessas, a que mais se aproxima do que é o curso de verdade é a terceira resposta. Gostar de estudar línguas estrangeiras enquanto aluno de Rel é bom e ajuda bastante, mas não é o que vai te prender no curso ou te fazer apaixonar por ele. Querer a diplomacia é bom, já que é uma carreira diretamente ligada com as relações internacionais, mas é só um concurso público como outro qualquer e você pode fazê-lo sendo formado em Direito, História, Ciência Política… Qualquer curso!
Agora, se você é apaixonado por história, política, economia, adora pensar a relação entre países e assuntos internacionais… Bom sinal! :)

3. Relações Internacionais é um curso difícil? 

Sim.
É um curso altamente teórico, com uma grande carga de leitura, constante em todos os semestres. Não é um curso que dê pra levar na barriga ou sem o mínimo de esforço. Em algum ponto de todos os semestres você terá 4 textos de 20 páginas para ler, dois seminários e dois artigos científicos para elaborar dentro de uma semana e você vai ficar meio doido, mas deixe-me te dizer também que você consegue e que, se você realmente gosta desses temas, vai valer a pena e você só vai gostar ainda mais.

4. O que estuda em R.I.? 

Falar sobre relações internacionais é falar sobre interdisciplinaridade e transversalidade – e é isso o que mais me fascina sobre ele. O curso se pauta em três pilares fundamentais: direito, política e economia.

Vou falar aqui da minha realidade e do meu curso, mas esses três pilares não se alteram muito em outros cursos e faculdades pelo país. :)
Em Direito, estudamos Introdução ao Direito das Relações Internacionais, Direito Constitucional, Direito Comparado, Direito Internacional Público, Direito Internacional Privado e Direitos Humanos.
Em Política, estuda-se História Mundial e Brasileira, Política Externa Brasileira, Geografia, Geopolítica, Ciência Política e Filosofia, Teorias das Relações Internacionais, Antropologia, Sociologia e Teoria Política Moderna e Contemporânea.
Em Economia, há Introdução à Economia, Economia Política Internacional, Economia Brasileira, Cooperação Internacional, Comércio Internacional e Comércio Exterior (sim, são diferentes!).

Além disso, na maioria dos cursos há simulações de negociações internacionais (como rodadas da ONU), Espanhol e Inglês Instrumental, e também Estágio Supervisionado Obrigatório, geralmente no quarto semestre.

5. E o que tem de tão lindo nesse curso, afinal? 

Dizer que um curso é “o curso mais lindo do mundo” é muuuito pessoal e subjetivo mas, ainda assim, talvez possa ser explicado.

Gosto de pensar que, se qualquer pessoa pode ser qualquer coisa, alguém que faz relações internacional pode ser ainda mais. E não falo aqui com um ar superior ou arrogante, mas sonhador: se gosto de trabalhar com educação e sou uma educadora, posso me aliar às relações internacionais e pensar em estratégias de educação globais que façam diferenças no mundo inteiro. Se sou militante de algum grupo social ou luto pelos direitos humanos aqui no meu país, posso me unir às relações internacionais e pensar nisso em um caráter global, ter uma voz que vai ser ouvida mais alto e mais longe. Entende?
Ser um internacionalista significa que você pode levar o teu país pra fora e representá-lo. Ou, por outro lado, significa ser alguém que pensa o mundo e tenta mudá-lo/melhorá-lo além das fronteiras de nacionalidade.

Relações Internacionais é, a princípio, relações interestatais – país com país. Mas é também a relação do indivíduo com o mundo, dos países com os indivíduos, das empresas e multinacionais. No mundo globalizado, é tentar entender como uma única pessoa pode afetar todo um sistema ao redor dele ou tentar mudá-lo. É lindo!

6. E como é o mercado de trabalho para um internacionalista?

É gigantesco e pequeno, ao mesmo tempo.
Por ser uma área ainda “nova” no Brasil, o mercado de trabalho brasileiro ainda é menor do que o mercado de trabalho de um país com uma política externa fortemente consolidada como os Estados Unidos, por exemplo.

O maior ramo é dentro do Governo. Há a diplomacia, embaixadas e consulados, há os ministérios (quase todos têm uma assessoria internacional), há os governos estaduais e suas respectivas assessorias internacionais também. Há APEX, IPEA, BNDES, MDIC, Presidência, Câmara/Senado.
Além do governo há, também, o ramo econômico. Multinacionais, grandes empresas, consultoria internacional, grupos de exportação, comércio exterior ou comércio internacional.
Há a área acadêmica, muito necessária (e procurada).
Por último, há os organismos e organizações internacionais. Esse é o caminho mais difícil e competitivo, mas é também o que mais faz meu coração pulsar. Existem inúmeros organismos internacionais além do sistema ONU, que tratam dos mais diversos temas: economia, direito internacional, educação, direitos humanos, saúde internacional.

Todos esses ramos e carreiras são as “formais”, por assim dizer. Mas voltando um pouquinho ao que eu disse ali em cima: relações internacionais pode se unir a tudo! Se você for um bom profissional, não há o que se preocupar.

7. Vale a pena?

Do ponto de vista econômico, sim. Relações Internacionais é um curso com boa média de salários iniciais e também a longo prazo.

Já do ponto de vista do conhecimento adquirido, sim sim sim. A transversalidade e interdisciplinaridade das R.I. te dá uma grande bagagem que poucos cursos oferecem e a dificuldade e carga de leitura do curso se encarregam de nos aprofundar em todas essas matérias. Entretanto, o mais importante é: estudar algo sob a perspectiva internacional nos faz enxergar tudo de outra forma pela diferença entre pensamentos e culturas. Isso nos molda, nos ajuda a focar nosso olhar também no outro, a pensar maior, melhor, mais abrangente. Curso mais lindo do mundo. :)

E é isso! Espero que tenham gostado.
Esse é o curso que me encanta todos os dias e que me faz ter a certeza de que fiz a escolha certa. ♥

Até mais!

p.s.: Esse post está com uma data antiga pois estava já há algum tempo aqui perdido nos meus rascunhos e finalmente o postei. =]

Eu não mereço ser estuprada!

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“Feminismo é a noção radical de que mulheres são pessoas.”


#EuNãoMereçoSerEstuprada – Entre aqui para entender melhor

Olá, pessoal!
O post de hoje é sobre algo sério e um pouco diferente do que costumo falar aqui, mas que é também uma necessidade e também é um grito.

Para quem não viu, uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) sobre o comportamento da população em relação ao estupro registrou:
“Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas.” – 65% dos entrevistados concordaram, total ou parcialmente.
“Se as mulheres soubessem se comportar haveria menos estupros.” – 58,5% concordaram, total ou parcialmente.

O que é obviamente algo terrível e que não me deixa escolha a não ser continuar lutando – por mim, por elas, pelas outras e por nós. Li em alguns lugares que a pesquisa foi tendenciosa, com dados errados, mas a verdade é que isso não muda nada pra mim. Os fatos (uma mulher sendo violentada a cada DOZE SEGUNDOS no Brasil) não me deixam mentir.
O estupro (e ele não se resume ao ato sexual sozinho) é uma coisa tão nojenta, tão baixa e ninguém deveria ser obrigada a conviver com isso de forma alguma. É a mulher como objeto – posso usá-la quando quiser, posso tocá-la, posso agarrá-la a força, posso bater nela. NÃO.

Ser feminista é minha obrigação como cidadã, como um ser humano e como mulher.

É levantar a bandeira de que:
NÃO, nenhuma mulher está pedindo;
NÃO, a saia curta dela não te dá o direito a nada;
NÃO, cantadas não são legais;
NÃO, a culpa nunca é da mulher (e isso é simplesmente tão óbvio!) e, por último,

SIM, eu mereço ser respeitada.

Por isso, esse post é pra avisar sobre um movimento que acontecerá amanhã, organizado pelo facebook, chamado Eu Não Mereço Ser Estuprada e ocorrerá durante todo o dia.
É o seguinte: mulheres (e homens que quiserem) tirem uma foto segurando uma placa/papel escrito “#EuNãoMereçoSerEstuprada” e compartilhem nas redes sociais. Quanto mais, melhor!
Com roupa, sem roupa, nua da cintura para cima, de burca – o que seja-: o importante é divulgar e tirar a foto com essa frase, para que mais pessoas vejam.

As pessoas têm de saber que os 35% são mais fortes e, unidos, vão mais longe.

Por isso, repetindo:
Domingo, 30 de março de 2014
Durante todo o dia
Em todo o Brasil
Foto com cartaz/placa/papel escrito #EuNãoMereçoSerEstuprada

E o movimento não se restringe à mulheres! Homens, participem também! :)

A luta é de todxs nós, afinal.

E é isso!
Divulguem para o máximo de pessoas, pessoal!

Até mais.

Editado: Minha foto
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Como funcionam os direitos autorais na fotografia?

IMG_7289Olá, pessoal!
Toda arte e qualquer coisa que seja produzida veio da inspiração e da mente de alguém – o autor. O que várias pessoas esquecem é que essa obra produzida tem inúmeros direitos assegurados. Isso é um tanto óbvio quando se fala de livros ou filmes, por exemplo, mas quando se fala de fotografia as coisas se complicam (por pura falta de conhecimento).

Há uma lei brasileira (lei de n° 9.610, de 1998) que regulamenta a questão dos direitos autorais de obras produzidas. No artigo 7 há uma série de incisos falando sobre o que é considerado obra intelectual e, dentre eles:

VII – as obras fotográficas e as produzidas por qualquer processo análogo ao da fotografia;

Ou seja: 2222
E quando se fala “… e as produzidas por qualquer processo análogo ao da fotografia”, significa dizer que está tudo incluso: fotos em DSLRs, câmeras instantâneas, foto de celular, foto de câmera descartável, foto de tablet… Todas essas.
Sua foto não precisa ser “bonita” (conceito relativo), não precisa ter vindo de uma boa câmera ou qualquer outra coisa – a lei assegura os direitos autorais por qualquer tipo de foto.

Esses direitos são chamados de Direitos Morais.
Assim sendo, precisamos entender quais são. 111

I – O de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra;
II – O de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra; 
III – O de conservar a obra inédita;
IV – O de assegurar a integridade da obra, opondo-se a quaisquer modificações ou à prática de atos que, de qualquer forma, possam prejudicá-la ou atingi-lo, como autor, em sua reputação ou honra;
V – O de modificar a obra, antes ou depois de utilizada;
VI – O de retirar de circulação a obra ou de suspender qualquer forma de utilização já autorizada, quando a circulação ou utilização implicarem afronta à sua reputação e imagem;
VII – O de ter acesso a exemplar único e raro da obra, quando se encontre legitimamente em poder de outrem, para o fim de, por meio de processo fotográfico ou assemelhado, ou audiovisual, preservar sua memória, de forma que cause o menor inconveniente possível a seu detentor, que, em todo caso, será indenizado de qualquer dando ou prejuízo que lhe seja causado.
§ 1º Por morte do autor, transmitem-se a seus sucessores os direitos a que se referem os incisos I a IV.
§ 2º Compete ao Estado a defesa da integridade e autoria da obra caída em domínio público.
§ 3º Nos casos dos incisos V e VI, ressalvam-se as prévias indenizações a terceiros, quando couberem.
Art. 27. Os direitos morais do autor são inalienáveis e irrenunciáveis.

Ou seja: a coisa toda é muito mais séria do que se imagina.
Isso significa dizer, de uma forma mais simples, que esses direitos são seus mesmo que você não os queira. E também quer dizer que qualquer pessoa que usar uma foto sua é obrigada a respeitar esses direitos.
O principal e mais básico de todos eles é o II (em negrito): créditos na foto. SEMPRE.
Conheço muitos fotógrafos que usam marcas d’água nas suas fotos  por puro medo de que alguém  “roube”, coloque-as em algum lugar sem dar os créditos, mude a autoria da foto… Eu mesma usava marca d’água até pouco tempo. Esse medo é real e essas coisas acontecem, mas o triste é que nós nos protegemos de algo que, na verdade, já nos é garantido. Mais do que ser uma lei, prestigiar a obra de um fotógrafo é também sinal de respeito.

Outra coisa importante é que esses direitos estão sujeitos a provas. Se alguém questionar a autoria de uma foto, o autor deve ter meios para comprovar: por exemplo, as informações contidas no cartão de memória, a publicação dessa imagem em redes sociais do autor, o conhecimento de testemunhas, dentre outros.

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Nessa mesma lei, no artigo 29, fala sobre os direitos de uso (ou Direito Patrimonial).
O artigo 29 fala que qualquer tipo de utilização da obra depende da autorização prévia e expressa do autor.

Se você já trabalha profissionalmente com a fotografia e vai “vender” uma foto para um cliente, você vende apenas os direitos de uso. A foto ainda é sua, a autoria e os direitos da foto são seus e isso não muda nunca! E mesmo que tal pessoa esteja com os direitos de uso de qualquer foto sua, ainda assim essa pessoa tem obrigação de respeitar os seus direitos mencionados ali em cima – inclusive dos créditos da imagem e nome do autor. E, para garantir que tudo seja feito da melhor forma possível, todos esses direitos de uso têm de estar especificados num contrato: quanto tempo a pessoa poderá usar a foto, aonde ela vai usar, como vai usar.

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Outra coisa importante são os Direitos de Imagem.
Cada pessoa tem o seu direito de imagem. É o que garante que ninguém pode simplesmente tirar uma foto minha e me expor por aí em qualquer lugar sem que eu saiba.
Se você fotografa uma pessoa e quer usar essa imagem publicamente, a pessoa fotografada tem que conceder a Licença de Uso de Imagem dela. Assim acontece também quando você fotografa símbolos ou imagens famosas (por exemplo, o logo do McDonald’s).

Claro que “na vida real” essas coisas são mais complicadas de serem seguidas à risca, mas conhecer nossos direitos (e deveres) é o ponto de partida de tudo.
Por isso, não tenham medo de “brigar” quando encontrarem alguma foto de vocês por aí sem os devidos créditos. Esse é um direito garantido por lei – mas é também algo que deveria partir da consciência de cada um, como forma de respeito ao autor da foto.

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P.S.: Esse post foi feito baseado nesse artigo do Dicas de Fotografia e na Lei n° 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

Até mais, pessoal!

Doando sangue!

IMG_20140117_174404Essa foto eu postei no meu instagram! :)

Oi, pessoal!
Nessa semana realizei algo que queria fazer há muito tempo: doar sangue. Eu fiquei absolutamente tão feliz quando saí do hemocentro, no final! Sabe aquela sensação boa de saber que você acabou de ajudar mais alguém? ♥
Quando cheguei em casa depois de doar sangue, fui tirar a foto do dia e o tema era “pequeno”. Eu gosto quando minhas fotos contam histórias sobre o meu dia a dia, sobre como me sinto… Então pensei: “pequeno”… furo! A foto acabou sendo essa. Algumas pessoas vieram me perguntar como tinha sido, se a agulha era muito grossa, se passei mal depois… Por isso achei uma boa ideia vir aqui e falar sobre como foi a minha experiência. Espero que possa ajudar mais alguém (:

Vou falar especificamente sobre a Fundação Hemocentro de Brasília, que foi onde doei.
Bom, para doar sangue há alguns requisitos básicos: dormir ao menos 6 horas (com qualidade) na noite anterior, não comer frituras com no mínimo 3 horas de antecedência, estar bem alimentado, entre outras coisas. (Você pode ver todas elas aqui!)
Doei sangue dia 17, mas foi planejado. Então, dormi bem durante a noite, comi apenas coisas leves e fui!

São 6 etapas até a doação:

1. Identificação.
No balcão principal, onde você apresenta sua identidade (importante não esquecer!) e se identifica. Lá eles perguntam se a doação é voluntária ou se você quer que seu sangue vá para alguém específico que está internado.

2. Pré-triagem.
Depois da identificação, essa etapa é para ver as condições físicas gerais do doador. Eles medem a pressão arterial, peso, altura e também coletam um pouco de sangue na ponta do seu dedo: esse sangue é analisado na mesma hora para detectar anemia.

3. Pré-lanche.
Feito a pré-triagem, você vai para a sala de espera e é orientado a beber no mínimo 3 copos de água e fazer um lanche. No meu lanche recebi um suco pequeno de caixinha, rapadura e biscoitos maizena. Esse lanche serve para dar mais energia ao doador.

4. Triagem clínica.
É chamada também de entrevista. Depois que você faz o lanche, você entra numa sala com um profissional de saúde e ele começa a te fazer várias perguntas sobre seu estado de saúde, alimentação, hábitos e outros. É extremamente importante ser totalmente sincero e honesto nessa entrevista, porque o seu sangue irá para outras pessoas e é preciso garantir a segurança e qualidade dele, não é?
Se todas as perguntas forem satisfatórias, você assina um caderno e depois confirma que o seu sangue é seguro para ser doado para outras pessoas.

5. Coleta!
A sala de coleta é uma sala separada com várias macas. Você se deita e apresenta sua identidade novamente.
O processo todo é muito parecido com quando tiramos sangue normalmente, exceto pelo fato de que na doação de sangue não estamos sentados e sim deitados.
O enfermeiro prendeu meu braço com um elástico (porque precisa fazer pressão para o sangue sair mais facilmente) e me deu uma bolinha para que eu ficasse apertando.
Depois, passou um líquido e um gel no meu braço várias vezes. Como o gel é geladinho, isso diminuiu a sensibilidade no braço.
Sobre a agulha e o furo: não é muito grossa e não dói. Juro! Claro que a agulha é um pouco mais grossa do que uma normal, mas nada muito maior. É bem rapidinho e você mal sente.
Por fim, o enfermeiro coleta de 400 a 490 ml do seu sangue e te faz várias recomendações para as próximas 24 horas. No meu caso, doei 470 ml na coleta + 30 ml na pré-triagem, o que significa que tiraram de mim mais ou menos uma garrafinha de água de sangue! hahahahahaha

6. Lanche.
Terminada a doação, é obrigatório você fazer um lanche ao final e permanecer lá por pelo menos 10/15 minutos. O lanche é um sanduíche, um iogurt, uma maçã e um suco. O motivo do lanche e da permanência serem obrigatórios é que, após a doação, você fica bem fraquinho e pode até desmaiar/dar tonteiras e, se isso acontecer lá você já é socorrido na mesma hora. E também porque precisa “repor” com alimentos o que perdeu!
Várias pessoas desobedecem essa regra e simplesmente vão embora, o que é errado. Inclusive, se alguma dessas pessoas desmaiar ou passar mal na rua, o hemocentro é responsável de ir lá buscar e cuidar dessa pessoa. O que custa ficar mais 10 minutos, não é? (:

dia 17

Este é o roteiro de doação e foi assim que aconteceu comigo. Tudo demorou pouco mais de uma hora, mas no dia que fui estava vazio. Dica: programe-se para ir em dias mais “calmos” e vazios também!

Acho que o maior “problema” de doar sangue é o depois e não o durante. Depois (ao menos comigo) a veia onde você tira o sangue fica doendo por um tempo e fica bem sensível, além do que você passa quase o resto do dia inteiro meio “zumbi”: cansada, mole, com sono. Eu me considero uma pessoa forte (nunca desmaiei na vida, por exemplo), e fiquei assim… Por isso é importante seguir as recomendações e dormir bem após a doação, tomar bastante água e se alimentar bem.

Agora, vou te dar algumas razões pra você ir doar sangue:

♥ Você pode salvar a vida de alguém. É um ato simplesmente tão bonito e altruísta.
♥ Mais do que salvar a vida de alguém que precisa de sangue imediato, seu sangue pode ir até para quatro pessoas. Os componentes do sangue (plasma, hemácia e plaquetas) que contém no sangue que você doar são fracionados e distribuidos de acordo com a necessidade do paciente que irá receber ;)
♥ Você não precisa trabalhar no dia que doar sangue.
♥ Se você for prestar concurso público e tiver doado sangue, fica isento da taxa de inscrição!
♥ É de graça!
♥ Você pode zoar seu amigo medroso e dizer que é mais corajoso do que ele. ;) {especialmente pra Kamilla-amorzinho!}
♥ Especificamente em Brasília, você nem precisa se preocupar em como chegar lá: basta ir até a rodoviária do plano e esperar o ônibus do hemocentro que aparece lá a cada dez minutos. Ele te leva e traz de graça para o hemocentro. (:
♥ Você, além de doar, ainda faz um check up completo: um tempo depois de doar, chega na sua casa um boletim com o resultado do exame do seu sangue. :)
♥ Para os mais jovens, há algumas vantagens. O hemocentro te convida para campeonatos de futebol, programas, ingressos de cinema e outros eventos com outros jovens doadores. Tudo para incentivar mais jovens a doar e recompensá-los de alguma forma.

Antes de doar, procure o site do hemocentro do seu estado e olhe as informações nele. É muito importante se informar antes de ir!
O site da Fundação Hemocentro de Brasília é esse.

E é isso!
Espero que eu tenha ajudado alguém que talvez tenha vontade de doar e não sabe como.

Meu próximo desejo agora é ser doadora de medula óssea. Espero poder fazer isso logo e vir aqui contar a experiência também! (:

Até e obrigada por tudo, pessoal, sempre!

Fotógrafo profissional x fotógrafo amador. Qual a diferença?

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No dicionário:
Fotógrafo s.m. Aquele que se dedica à fotografia.

Repetindo: Fotógrafo é aquele que SE DEDICA à fotografia.
Essa frase já resume tudo! Entendê-la é o principal ponto de partida.

Semelhanças entre os dois tipos de fotógrafos:
Os dois se dedicam à fotografia. Os dois estudam sobre a fotografia. Os dois sabem o que é ISO. Os dois sabem fotografar no modo manual da câmera. Os dois sabem quem é a Anne Leibovitz. Os dois levam a câmera para qualquer lugar. Os dois tem um flickr. Os dois ficam criando composições e cenas na cabeça. Os dois sabem o que é balanço de branco. Os dois se preocupam com a regra dos três terços. Os dois sonham com equipamentos novos.
Só que um deles vive  exclusivamente da fotografia, e este é o fotógrafo profissional.
O outro tem a fotografia como hobbie, sendo chamado de fotógrafo amador.

Mesmo generalizando um pouco, o que quero dizer com isso é simples: o que difere um fotógrafo profissional de um amador é apenas a questão econômica.

O termo “amador”, em especial, acabou se tornando pejorativo com o passar dos tempos, como se por ser amador o fotógrafo fosse pior do que o profissional. Isso não é verdade! Até porque, ser fotógrafo é se dedicar e gastar tempo e estudo com a fotografia (o que os dois são), e conheço inúmeros fotógrafos amadores melhores do que fotógrafos profissionais. Para entender melhor, o termo “profissional” diz respeito somente à profissão – e todos nós sabemos que há muitos profissionais que realizam trabalhos ruins aí fora, não é? :)

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E então, a partir do momento que esses esclarecimentos são feitos, chegamos a duas questões muito importantes:
Gente que se valoriza demais x Gente que não se valoriza.

1. A banalização da fotografia. Ter uma câmera semi ou profissional não faz de você um fotógrafo. Não é porque você sabe apertar o botão de disparo da câmera e “tá vendo uma coisa legal” que você sabe fotografar. Deixa eu dizer uma coisa: lembra os 1.300,00 que você pagou na sua primeira DSLR? O estudo, a técnica e a prática não vem junto no kit – Isso só se conquista com a dedicação. O ser fotógrafo! A definição é muito certa e não abre margem para erro.

2. Se você merece ser chamado assim, não tenha medo de dizer que é um fotógrafo – mesmo que não trabalhe com isso. Se você busca aprender, pesquisa, procura sobre técnicas, busca sobre a história da fotografia… Porque não receber o título? Fotógrafo sim, mas amador. E isso não te faz menor do que ninguém!

Eu sou (mais do que) suspeita para falar, mas a fotografia é encantadora. Captar emoções e cenas através dos olhos de alguém e eternizar momentos… Quão lindo isso é?
Mas, apesar de tudo, a fotografia é tão importante quanto qualquer outra ciência. Ela também tem uma história, um surgimento, pessoas importantes, técnicas a estudar e inúmeras coisas a aprender. Me chamaram de pequena artista esses dias, e fiquei pensando nisso… De fato, é uma das artes mais bonitas! Pesquisando, descobri que é bonita inclusive na origem do nome:
Fotografia, do grego fós (“luz”) + grafis (“estilo”, “pincel”) = “A arte de desenhar com luz e contraste”.
{♥}

E então? Dúvidas esclarecidas?
O que fica no final é apenas uma coisa: a dedicação (estudo, conhecimento, tempo e prática) é o que te faz um fotógrafo. Amador ou profissional é o que menos importa na equação final. :)

Obrigada por tudo, pessoal.
Sempre!

Até mais!

Acorda Brasília! – Minha experiência

age20130620650O sobrenome é significado.
O nome é falta de.

Estou triste. Quem viu meus dois últimos posts (x e x) talvez estranhe a minha forma de falar agora, mas eu passei de alguém que sonhava e lutava para dias melhores e mudanças para alguém que prefere assistir as manifestações da televisão de casa.

Eu trocava facilmente os quase 50 mil de quinta pelos meus 10 mil de segunda…

Não se ouviam vozes juntas, nem gritos unidos. Vi gente fumando, vi gente drogada, vi gente bebendo. Vi gente se beijando. Vuvuzelas, tambores, gente tirando foto fazendo pose e mais me pareceu uma festa do que qualquer coisa. Mal cantamos o hino! Daí a questão é: não é da minha conta o que você faz ou deixa de fazer, mas acho que em lugares e manifestações assim o coletivo deve prevalecer, certo? Eu queria a causa. Aquele sentimento romântico de gritar frases juntas estendendo os braços e sorrindo uns para os outros. “Copa, eu abro mão! Quero dinheiro para saúde e educação!”
E ainda assim, tava lindo. Mas não tava lindo. Entende? Éramos tantos! Poderíamos ter ido tão longe..

Como não conseguiram invadir o Congresso Nacional dessa vez, começou: coquetel molotov, agressão aos policiais (inclusive um que foi ferido por que jogaram uma garrafa de vidro com fogo dentro na cabeça dele) e o quebrar por quebrar. Quebraram o Itamaraty, tacaram fogo, quebraram o vidro da Catedral, queriam tacar fogo na bandeira. Uma frase que eu ouvi e resume tudo: “O problema não é vandalismo, ele é necessário às vezes. O problema é o vandalismo sem foco e sem sentido.”

Fui embora passando muito mal por causa das bombas de efeito moral que os policiais jogaram, e com o efeito piorado por causa da minha asma… E não tenho vontade de voltar. Sei lá…Segunda feira foi tão lindo. Perdeu-se o significado, e eu não sei se temos a capacidade de trazê-lo a tona de novo.

Por último, com relação à declaração da Dilma: gostei.
Ela deu três medidas práticas de uma vez só para cada uma das nossas principais reivindicações (saúde, educação e transporte). “Ah, duvido que ela vai cumprir!”: olha, pior do que tá não fica. E se a presidente do Brasil foi à televisão dar a cara a tapa e propôs uma solução, acho que o mínimo que podemos fazer é dar um voto de confiança e esperar para ver o rumo que as coisas vão levar, certo?
Mas a única coisa que realmente me incomodou no discurso dela foi a questão dos médicos. Dilma, meu anjo: tem 55 mil médicos esperando validação do diploma aqui no Brasil e você vai trazer mais da Europa? Sério? Quando eles chegarem aqui, eles não vão ter de validar os diplomas deles também não?

Enfim.
Espero mesmo que as coisas melhorem, tomem um rumo e que essa onda de caos suma desse Brasil. :/