Eu não mereço ser estuprada!

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“Feminismo é a noção radical de que mulheres são pessoas.”


#EuNãoMereçoSerEstuprada – Entre aqui para entender melhor

Olá, pessoal!
O post de hoje é sobre algo sério e um pouco diferente do que costumo falar aqui, mas que é também uma necessidade e também é um grito.

Para quem não viu, uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) sobre o comportamento da população em relação ao estupro registrou:
“Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas.” – 65% dos entrevistados concordaram, total ou parcialmente.
“Se as mulheres soubessem se comportar haveria menos estupros.” – 58,5% concordaram, total ou parcialmente.

O que é obviamente algo terrível e que não me deixa escolha a não ser continuar lutando – por mim, por elas, pelas outras e por nós. Li em alguns lugares que a pesquisa foi tendenciosa, com dados errados, mas a verdade é que isso não muda nada pra mim. Os fatos (uma mulher sendo violentada a cada DOZE SEGUNDOS no Brasil) não me deixam mentir.
O estupro (e ele não se resume ao ato sexual sozinho) é uma coisa tão nojenta, tão baixa e ninguém deveria ser obrigada a conviver com isso de forma alguma. É a mulher como objeto – posso usá-la quando quiser, posso tocá-la, posso agarrá-la a força, posso bater nela. NÃO.

Ser feminista é minha obrigação como cidadã, como um ser humano e como mulher.

É levantar a bandeira de que:
NÃO, nenhuma mulher está pedindo;
NÃO, a saia curta dela não te dá o direito a nada;
NÃO, cantadas não são legais;
NÃO, a culpa nunca é da mulher (e isso é simplesmente tão óbvio!) e, por último,

SIM, eu mereço ser respeitada.

Por isso, esse post é pra avisar sobre um movimento que acontecerá amanhã, organizado pelo facebook, chamado Eu Não Mereço Ser Estuprada e ocorrerá durante todo o dia.
É o seguinte: mulheres (e homens que quiserem) tirem uma foto segurando uma placa/papel escrito “#EuNãoMereçoSerEstuprada” e compartilhem nas redes sociais. Quanto mais, melhor!
Com roupa, sem roupa, nua da cintura para cima, de burca – o que seja-: o importante é divulgar e tirar a foto com essa frase, para que mais pessoas vejam.

As pessoas têm de saber que os 35% são mais fortes e, unidos, vão mais longe.

Por isso, repetindo:
Domingo, 30 de março de 2014
Durante todo o dia
Em todo o Brasil
Foto com cartaz/placa/papel escrito #EuNãoMereçoSerEstuprada

E o movimento não se restringe à mulheres! Homens, participem também! :)

A luta é de todxs nós, afinal.

E é isso!
Divulguem para o máximo de pessoas, pessoal!

Até mais.

Editado: Minha foto
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7 comentários sobre “Eu não mereço ser estuprada!

  1. Anna Júlia, amiga querida. Não precisa levantar a bandeira do feminismo porque dá a impressão que nenhum homem presta e estupro é crime. Apenas devemos lutar para a moral e os bons costumes, pela reconstituição da família e também para que haja um comportamento um pouco mais discreto das mulheres em relação à conduta, às drogas, às baladas exageradas, aos shows e bailes funk, e outros. Eu não gostaria de constituir família com uma mulher que andasse semi-nua dentro de casa, bebesse o dia todo, usasse palavras de baixo calão e se mostrasse um instrumento de toma lá…dá cá.
    A solução para isso está no bom senso e no uso normal da cidadania. Lembre-se de que estupro é crime e se alguém é assediada é só chamar a polícia. “Queimar sutiãs nas ruas não vai adiantar e vai fazer propaganda de um procedimento indesejado da mulher nos planos de Deus. Gosto muito de você, Anna Júlia. Você tem uma cabecinha muito boa. Pense bem o que pode melhorar para as mulheres com esse movimento. Pense se isso não pode desviar o seu anseio profissional da fotografia que você desempenha tão bem. Pese os seus verdadeiros valores e faça o que for melhor para você. É sempre bom perguntar as opiniões de pessoas mais experientes e que de fato gostem muito da gente (tipo pai e mãe).
    Um beijo no seu coração,
    Manoel

    • Olá, Manoel!
      Acho que você não entendeu o conceito de feminismo, que é só a luta pela igualdade entre os sexos e, principalmente, o respeito à mulher. O problema em si não é o estupro – é toda forma de violência sexual (e isso acontece o tempo todo). A cada doze segundos uma mulher nesse país sofre esse tipo de violência – é crime? Sim, mas de que adianta? Muitas nem mais denunciam e se todas denunciassem acredito que a polícia seria ineficaz – tamanho o número de casos. Eu acredito na conscientização e acho que é um tema que precisa ser levado a diante.
      Longe de mim dizer que nenhum homem presta mas, de novo, a questão é o puro respeito.
      Por exemplo: se eu fosse homem, também não gostaria de constituir família com uma mulher assim por escolha pessoal. Mas isso não me dá direito de hostiliza-la e impor meus princípios nela. Sabe? Feminismo é isso. Cada mulher tem o direito de ser quem é.
      E você tocou num ponto importante – Deus. Eu sou evangélica, como você deve saber, e acredito na Bíblia. A Bíblia fala sobre a importância da mulher e fala também que ela merece respeito.
      Tudo isso contribui com o meu pensamento! Por isso levanto essa bandeira. Por mim e por todas as mulheres – mesmo as que seguem um tipo de vida que eu, Anna Júlia, considero errado. Elas têm esse direito.
      Muito obrigada pelas suas palavras! Você é um amigo querido.
      Beijos, até mais!

      • Anna Júlia, gostei muito dessa sua resposta e senti que você está com a cabeça no lugar. Não está fazendo uma manifestação porque está na moda isso. Quanto ao seguir um tipo de vida desrespeitoso, eu também acho que todos tem o seu direito, mas também os seus deveres. Quem tem filhos pequenos não deveria levar uma vida à margem da sociedade. As crianças não tem culpa da liberdade que todos podem ter. Não devemos discriminar as pessoas e sim estarmos em desacordo com seus atos.
        Deus a abençoe muito.
        Um beijo,
        Manoel

  2. Acho um absurdo isso que tá rolando. Tá me parecendo até a Índia em alguns aspectos… pior é que tem um monte de mulher que tb acha que se vestir da maneira que quer é pedir pra isso. Temos que mudar nossas cabeças pra querer mudar a cabeça dos homens.

    Kisu!

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