O príncipe da névoa, por Carlos Ruiz Zafón

C4Quando vi esse livro numa prateleira da Leitura e vi o nome do autor, sabia que tinha que comprá-lo e lê-lo. Quem me conhece sabe que eu sou uma fã de carteirinha do sempre genial Carlos Ruiz Zafón e o recomendo pra quase todo mundo que me pede indicações de livros. É um clichê muito certo: “Zafón é sempre uma boa pedida”.
O caso é: pensei que era um novo livro dele, mas acabei descobrindo que foi o primeiro livro que ele escreveu e isso me deixou ainda mais curiosa.

Sinopse:
“A nova casa dos Carver é cercada por mistério. Ela ainda respira o espírito de Jacob, filho dos ex-proprietários, que se afogou. As estranhas circunstâncias de sua morte só começam a se esclarecer com o aparecimento de um personagem do mal – o Príncipe da Névoa, capaz de conceder qualquer desejo de uma pessoa, a um alto preço.”

c1 Quando li a sinopse, sorri comigo e percebi que quase todos os livros do Zafón seguem essa linha de algo ou alguém poderoso demais que começa a causar problemas por aí. Mas, bem longe de me desanimar, quis ainda mais ler o livro porque sei que todos os outros dele conseguiram me surpreender positivamente. E esse não foi uma exceção!

O livro é contado por Max, um garoto de 14 anos, que passa a querer saber mais sobre todas essas coisas estranhas acontecendo ao seu redor.
“Como assim tem um ~cemitério~ com palhaços fantasmas e esquisitos no quintal da minha casa?”
E aí acontece aquilo que me faz ter raiva de todos os filmes/livros de terror ou com coisas estranhas assim: o protagonista vê algo bizarro ou perigoso > ao invés de correr absurdamente até o cobertor mais próximo e não sair de lá nunca mais (que é o que eu faria), ele pega uma lanterna e vai atrás para saber mais > as coisas pioram e lascou-se tudo.

As situações vão aparecendo uma a uma e a história vai ganhando um tom sombrio e misterioso enquanto a figura do Príncipe da Névoa vai sendo contada e o pequeno Max vai descobrindo e correndo atrás de seus segredos. Palhaços de pedra, círculos, emblemas, navios submersos, e a triste história de um menino que morreu afogado.

C2

Acho que a única coisa que eu realmente posso falar sobre esse livro é que ele é tenso, apesar de vários momentos leves e bonitos que aparecem. O mais fantástico dos livros do Zafón é exatamente isso: quando você começa a pensar que está entendendo ou descobrindo alguma coisa, ele puxa o tapete dos seus pés, te dá uma rasteira e você fica “mas o quê?????”. O final do livro me deixou impressionada e me surpreendeu bastante.

– Vá para o inferno — disse, mal contendo a raiva.
– Minha cara menina, é de lá que venho — replicou Cain.

Gostei dos personagens. Gostei de Max, que não esconde seus medos e ainda os enfrenta. Gostei de Alicia, que se mostrou corajosa e sábia. Gostei de Roland. Oh, Roland!c3

Mas apesar disso, algo que me incomodou no livro foi o ritmo de tempo. No começo do livro as coisas acontecem rápido demais, depois lentas demais e tornam a ficar rápidas demais ao final. Também, talvez por ser o primeiro livro do Zafón, consigo perceber a diferença desse livro para os outros dele na forma de escrever e na maturidade. Para alguém que ainda não conhece o autor, provavelmente esse não seria o primeiro livro dele que eu recomendaria.

De qualquer forma, eu gostei do livro. É daqueles curtinhos pra ler em um ou dois dias e não desgrudar até o fim. A leitura é rápida e fácil – simples!
Com relação ao livro por si: as páginas são brancas, bom espaçamento e fonte e boa divisão de capítulos. A estética do livro também me agradou, mas impliquei um pouco com a capa. :p

Minha nota: 3/5 estrelas.

E é isso, pessoal!
E vocês? Já leram esse livro? Conhecem o autor?

Obrigada por tudo, sempre!

9 comentários sobre “O príncipe da névoa, por Carlos Ruiz Zafón

  1. Eu amo esse autor! Devorei A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo, e nos dois a sensação de nó na garganta de tanta ansiedade dura até depois da leitura ahahahaha.
    O Príncipe da Névoa eu ainda não li, porque como foi o primeiro livro dele e já tinha lido os que vieram depois, teria problemas pra me adaptar a leitura. Acho muito legal essa evolução literária dos autores, mas uma vez já lidas as “obras primas” fica mais difícil voltar pros “esboços” né?
    Adoro seu blog! Sucesso, viu?!

    Beijo

    • Oi, Ellen!
      Somos duas então, viu. Adoro o Zafón e todos os livros dele. A sombra do vento e o Jogo do anjo são fantááááásticos! Leia também “O prisioneiro do céu”, que o terceiro dessa mesma trilogia ;)

      Concordo contigo! Mas apesar de ter conseguido notar essa “evolução” literária dele do príncipe da névoa pra sombra do vento, por exemplo, ler esse livro foi bom e conseguiu me surpreender ainda assim! Eu gostei bastante. Quero ler outros dele, mesmo os primeiros antes das obras primas hauahauha

      Muito obrigada, moça flor!
      Beijo enorme em ti!

Olá! Comente e volte sempre! :)

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